Mostrando postagens com marcador Rock Brigade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rock Brigade. Mostrar todas as postagens

sábado, fevereiro 21, 2026

Anthrax Alive


Comemorando a Rock Brigade #97, que estava atrás há um tempão e finalmente achei.



Pedi segunda de Carnaval e já chegou. Gostei de ver, Neves Records!

sábado, agosto 12, 2023

FORÇA MACABRA!

Finlandeses fanáticos por bandas punk e metal brasileiras. Só cantam em português, mesmo sem saber uma palavra do idioma do Pixinguinha.





Uma das minhas bandas favoritas de crossover metal/HC.

quinta-feira, janeiro 12, 2023

O José, o Vândalo e a Phelpa



“Eu tinha arrumado uma guitarra Phelpa, uma guitarra que me quebrou o maior galho, era ruim demais, mas eu comecei a tocar. Da Barreira do Vasco, passei pela Praça Mauá, fui descendo na Rio Branco, desci tudo e fui parar em Copacabana. Eu toquei, praticamente, em tudo quanto era puteiro, da Barreira do Vasco a Copacabana.”

Odair José, em entrevista no livro Pavões Misteriosos: A Explosão da Música Pop no Brasil 1974-1983, de André Barcinski.



“Minha mãe e meu pai nunca me ajudaram, minha guitarra, pra entrar em casa, minha mãe quase me expulsou de casa, minha mãe tinha proibido a guitarra de entrar. Aí, a gente tentou convencer meu pai a dar a guitarra: ‘Pô, pai, dá a guitarra aí.’ Ele falou: ‘Se eu te der a guitarra tua mãe vai falar pra caralho, tua mãe é chata pra caralho [risos], não faz isso.’ Eu falei: ‘Pô, pai, dá aí.’ E ele não quis dar. Então, eu tive que comprar uma guitarra de quinta mão, uma guitarra dos anos sessenta, uma Phelpa Apache. A Phelpa Apache tinha interruptor de luz como botão. Sabe aquele que brilha no escuro [risos]? Eu esbarrava e desligava o captador, eu ficava o tempo todo batendo no botão. ‘Caralho, fodeu [risos]!’ A placa era rosa e a guitarra era de madeira rosa, preta, vermelha e verde [risos]”.

Carlos "Vândalo" Lopes, "o" Dorsal Atlântica, em entrevista para a Rock Brigade (agosto/2005).



@Sforcin

Não seria interessante se a Phelpa que Carlos Vândalo usou para cunhar hinos do thrash nacional como "Guerrilha" e "Morte aos Falsos" fosse a mesmíssima Phelpa utilizada 15 anos antes por Odair José em pepitas do brega romântico como "Vou Acabar Esquecendo Você" e "Sua Cartinha"?

segunda-feira, fevereiro 21, 2022

Sambári love #3: gravaram e vazaram

Roosevelt Bala, baixista/vocalista do Stress, na Rock Brigade sobre as gravações do pioneiro álbum de estreia, de 1982.


Rock Brigade — Na época, foi preciso um patrocínio da Pepsi pra finalizar o LP (havia até um logotipo da Pepsi no disco original). Como rolou tudo aquilo?

Roosevelt Bala — Os custos de gravação de um LP naquela época eram altíssimos, algo em torno do valor de um apartamento quarto e sala. Fomos aconselhados a gravar no Rio, pois lá havia estúdios próprios pra gravar rock. Vendemos o que tínhamos, pedimos pros pais e emprestamos dinheiro de amigos, tudo pra gravar onde fosse melhor. Fomos de ônibus pro Rio, ficamos todos alojados em beliches, num único quarto de uma pensãozinha, no Catete. Fizemos a gravação às pressas, a grana tava curta. Terminamos tudo em 16 horas, mas ainda ficaram alguns erros que não deu pra corrigir. Na hora da mixagem foi que percebemos que os caras não sacavam nada de gravar rock pesado. O som dos instrumentos estavam toscos, sem brilho e nem qualidade, muito diferente do que estávamos acostumados a ouvir nos discos de bandas estrangeiras. Não havia mais dinheiro pra refazer nada, teríamos de pagar extras pela mixagem. Esperamos o técnico de som ir ao banheiro e fugimos com a fita mixada, não havia outra solução. Desculpem o calote...

Rock Brigade — Como a Pepsi entrou na história?

Roosevelt Bala — Relutamos muito em lançar o disco, estávamos decepcionados com o resultado. Pra não perder o dinheiro investido, resolvemos fazer 1000 cópias só para registrar as obras. Conseguimos o dinheiro da prensagem, mas ainda faltavam as capas. Foi aí que a Pepsi entrou com o patrocínio somente das capas. Em troca, perpetuou seu logo na história do rock. Achamos que ficou horrível, grande demais pra pouca grana investida. Mas, não tínhamos mais de onde tirar grana.




Um preço pequeno a (não) pagar para realizar o 1º disco de heavy metal da América Latina.