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sábado, janeiro 20, 2024

Thrash of the Titans


Bizz #68 (mar/1991)

"'Season in the Abyss', o melhor LP de sua carreira", "com nova formação e livre das drogas, o Megadeth...", "Testament cresce e ameaça a supremacia do Metallica."

Bacana rever/reavaliar as impressões da época, mas é impressionante como os três subtítulos da Anamaria G. de Lemos erraram feio... 😏

terça-feira, novembro 28, 2023

“Lanny é o número um”



Pepeu Gomes tinha quase a mesma idade de Lanny, mas o considerava um mestre. “Foi o primeiro guitarrista que me impressionou, ele e o Sérgio Dias. Eu tinha dezesseis, dezessete anos, ouvia Hendrix. O Gilberto Gil me disse: ‘Pepeu, ouve esse chinês tocando!’. Fiquei alucinado.” Tão alucinado que, em 1969, ele foi morar com Lanny em São Paulo. Acabou ficando ali seis meses, tocando jazz, rock e música brasileira na Stardust. A banda da casa de shows tinha Hermeto Paschoal nos teclados, Paulinho da Costa na percussão, Lanny e Pepeu revezando na guitarra e no baixo. Quando o Juizado de Menores chegava, os dois se escondiam na cozinha. “Eu ficava pensando: o que estou fazendo no meio desses caras? Eu não tinha a menor condição de tocar com eles. Eu não acompanhava, saía correndo atrás deles. Pra mim, o Lanny é o número um, foi ele que descobriu como tocar a guitarra pop misturada com o blues. Tudo o que aprendi de harmonia foi com ele e o João Gilberto”, lembra Pepeu.

Ao mesmo tempo que ganhava o respeito de músicos, Lanny começou a ter problemas com drogas – especialmente com LSD – e a exibir sintomas de esquizofrenia.

(...)

Em meados da década de 1990, Luiz Calanca, dono da loja e gravadora Baratos Afins, preparava um lp de Catalau, vocalista do grupo de hard rock Golpe de Estado. Nos ensaios, comentou com Catalau que o estilo dele, ao tocar guitarra, lembrava muito o de um grande músico, então sumido, chamado Lanny Gordin. “O Lanny é meu primo, foi ele que me ensinou a tocar”, respondeu Catalau. Calanca, então, sugeriu que o chamassem para gravar: “O Lanny estava bem e já havia gravado várias músicas, quando um técnico do estúdio pediu que ele não fumasse na sala de gravação”. Ele saiu para fumar e desapareceu. Calanca só o reencontrou quatro anos depois, no centro de São Paulo. O guitarrista estava deitado na rua, barbudo, e passava as tardes sentado nas esquinas ou tocando guitarra em alguma igreja evangélica. Calanca o contratou como professor de guitarra, gravou as aulas e lançou um LP com os improvisos de Lanny. O disco ajudou a ressuscitar sua carreira.


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Trechos do livro Pavões Misteriosos, de André Barcinski.

quinta-feira, janeiro 12, 2023

O José, o Vândalo e a Phelpa



“Eu tinha arrumado uma guitarra Phelpa, uma guitarra que me quebrou o maior galho, era ruim demais, mas eu comecei a tocar. Da Barreira do Vasco, passei pela Praça Mauá, fui descendo na Rio Branco, desci tudo e fui parar em Copacabana. Eu toquei, praticamente, em tudo quanto era puteiro, da Barreira do Vasco a Copacabana.”

Odair José, em entrevista no livro Pavões Misteriosos: A Explosão da Música Pop no Brasil 1974-1983, de André Barcinski.



“Minha mãe e meu pai nunca me ajudaram, minha guitarra, pra entrar em casa, minha mãe quase me expulsou de casa, minha mãe tinha proibido a guitarra de entrar. Aí, a gente tentou convencer meu pai a dar a guitarra: ‘Pô, pai, dá a guitarra aí.’ Ele falou: ‘Se eu te der a guitarra tua mãe vai falar pra caralho, tua mãe é chata pra caralho [risos], não faz isso.’ Eu falei: ‘Pô, pai, dá aí.’ E ele não quis dar. Então, eu tive que comprar uma guitarra de quinta mão, uma guitarra dos anos sessenta, uma Phelpa Apache. A Phelpa Apache tinha interruptor de luz como botão. Sabe aquele que brilha no escuro [risos]? Eu esbarrava e desligava o captador, eu ficava o tempo todo batendo no botão. ‘Caralho, fodeu [risos]!’ A placa era rosa e a guitarra era de madeira rosa, preta, vermelha e verde [risos]”.

Carlos "Vândalo" Lopes, "o" Dorsal Atlântica, em entrevista para a Rock Brigade (agosto/2005).



@Sforcin

Não seria interessante se a Phelpa que Carlos Vândalo usou para cunhar hinos do thrash nacional como "Guerrilha" e "Morte aos Falsos" fosse a mesmíssima Phelpa utilizada 15 anos antes por Odair José em pepitas do brega romântico como "Vou Acabar Esquecendo Você" e "Sua Cartinha"?

sábado, dezembro 17, 2022

El Pequeño Gigante


Não era força de expressão e não era apenas o título de seu 2º disco para o mercado latino-americano. Este pequeño era realmente um Gigante.

E a bio dele por André Barcinski vem aí...

sábado, dezembro 10, 2022

Sambári love Dee D.



“Em 1978, quando a inglesa Dee D. Jackson estourou no mundo todo com ‘Automatic Lover’, a então produtora da gravadora RGE, Sônia Abreu, contratou uma professora de ioga, Regina Shakti, para ser a Dee D. Jackson brasileira. No clipe de ‘Automatic Lover’, a Dee D. Jackson original contracenava com um robô. Sônia mandou fazer um robô igualzinho ao do clipe, dentro do qual ela própria entrava e subia ao palco. Com ele, Regina rodou por todos os programas de tv. ‘Uma vez, tomei um ácido e fui com a Regina e um namorado dela até o Rio de Janeiro, num Galaxie, fazer o programa do Carlos Imperial. Foi uma loucura.’ Os pedidos de shows eram tantos que Sônia precisou contratar outras duas sósias de Dee D. Jackson e construir mais dois robôs. O apogeu da carreira de Regina/Dee D. Jackson e do robô/Sônia foi a apresentação que fizeram para 95 mil pessoas, dublando ‘Automatic Lover’, antes de um clássico entre Corinthians e Palmeiras no Morumbi, durante o campeonato paulista de 1978.”


Trechinho do divertidíssimo Pavões Misteriosos - A Explosão da Música Pop no Brasil 1974-1983 (Edição Definitiva), de André Barcinski.

A dupla (ou trio?) Regina Shakti-"Dee D. Jackson"/Sonia Abreu também fez "Meteor Man" com o mesmo robô paraguaio...



A original.