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sábado, janeiro 20, 2024

Mateus, 6:9-13


DORSALZAÇO.

sábado, agosto 05, 2023

quinta-feira, janeiro 12, 2023

O José, o Vândalo e a Phelpa



“Eu tinha arrumado uma guitarra Phelpa, uma guitarra que me quebrou o maior galho, era ruim demais, mas eu comecei a tocar. Da Barreira do Vasco, passei pela Praça Mauá, fui descendo na Rio Branco, desci tudo e fui parar em Copacabana. Eu toquei, praticamente, em tudo quanto era puteiro, da Barreira do Vasco a Copacabana.”

Odair José, em entrevista no livro Pavões Misteriosos: A Explosão da Música Pop no Brasil 1974-1983, de André Barcinski.



“Minha mãe e meu pai nunca me ajudaram, minha guitarra, pra entrar em casa, minha mãe quase me expulsou de casa, minha mãe tinha proibido a guitarra de entrar. Aí, a gente tentou convencer meu pai a dar a guitarra: ‘Pô, pai, dá a guitarra aí.’ Ele falou: ‘Se eu te der a guitarra tua mãe vai falar pra caralho, tua mãe é chata pra caralho [risos], não faz isso.’ Eu falei: ‘Pô, pai, dá aí.’ E ele não quis dar. Então, eu tive que comprar uma guitarra de quinta mão, uma guitarra dos anos sessenta, uma Phelpa Apache. A Phelpa Apache tinha interruptor de luz como botão. Sabe aquele que brilha no escuro [risos]? Eu esbarrava e desligava o captador, eu ficava o tempo todo batendo no botão. ‘Caralho, fodeu [risos]!’ A placa era rosa e a guitarra era de madeira rosa, preta, vermelha e verde [risos]”.

Carlos "Vândalo" Lopes, "o" Dorsal Atlântica, em entrevista para a Rock Brigade (agosto/2005).



@Sforcin

Não seria interessante se a Phelpa que Carlos Vândalo usou para cunhar hinos do thrash nacional como "Guerrilha" e "Morte aos Falsos" fosse a mesmíssima Phelpa utilizada 15 anos antes por Odair José em pepitas do brega romântico como "Vou Acabar Esquecendo Você" e "Sua Cartinha"?

sábado, junho 04, 2022

Guerrilha em busca da verdade


Vândalo é tão envolto em assuntos extramusicais, que pouco é lembrado que ele arrebenta naquela guitarra...

sexta-feira, março 05, 2021

Eles disseram

Eu tô assim, digitando no meu quarto, no computador, trabalhando, e tem um corredor... O corredor – se você acreditar, porque isso depende da fé de vocês –, o corredor sempre é uma passagem entre dois mundos. No corredor lá de casa eu canso de ver. Porque tem o canto de olho. Você tem a imagem real e você tem a imagem lateral, e nessa lateral você vê as coisas. Eu canso de ver uma menina passando de saia rodada, brincando, com o cabelo comprido, preto, amarrado, cantando pelo corredor. Se você não tiver estrutura, tu vai cagar, gemer, morrer e não dorme. Você não dorme! Porque você vai ver o cara parado na tua frente querendo conversar com você: “Eu tô precisando de ajuda.” Você tem que parar, acordar e tal.

Carlos Lopes, o eterno Carlos Vândalo, also see dead people.

Da Rock Brigade #229 (ago/2005).